SOPA DE FEIJÃO
Glenda
Tenho o hábito de cozinhar feijão na segunda-feira. Minha mãe fazia também. Meio quilo é o que cabe na minha panela de pressão. Até um tempo atrás eu fazia um quilo. O feijão ficava sem caldo, meio só grãos. Daí descobri o segredo. Só meio quilo na panela, produz um feijão mais saboroso com muito caldo. Bem temperado com sal, alho, cebola, bacon, louro, pimenta, salsa e cebolinha, todos fritos em alguma gordura, pode ser banha ou óleo. Metade dele pronto vai pro frízer pra semana seguinte.
Aquela metade vai pra mesa na segunda-feira. O que sobra vai pra geladeira e será aquecido na terça-feira. Quando vem quarta ou quinta-feira se não tenho inspiração pra fazer comida que combine com feijão. Aquele pouco que está lá na geladeira, vai
virar a sopa de feijão. Minha mãe fazia minestra ou minestrone, como se dizia em casa
de italianos, que é a sopa com massa e uma ou outra batatinha picada. Aumentando os temperos pois ao feijão era acrescentada água pro caldo. Batia o feijão no liquidificador e ia pro fogão a lenha ferver e colocar os ingredientes. Era um panelão, pois tinha que servir no mínimo dez bocas. A sopa de feijão que faço é diferente. Trituro o feijão com o mix é bem mais fácil da lavar que o liquidificador e faz o mesmo trabalho. Pico todo tipo de verdura que tenho na geladeira, cenoura, chuchu, moranga, cebola, batata doce, esta vai em
pedaços maiores pra não deixar a sopa muito doce, não pode falta couve ou pelo menos repolho. O caldo onde foi acrescentada água fervendo vai recebendo as verduras pela
ordem de tempo de cozimento. Pra completar, linguicinha cortada em rodelas, aquela fininha que vem em embalagem com quatro ou cinco.
Alegria na família, adoram minha sopa de feijão, sem massa. Se é pra me agradar, não sei. Mas, semana sim, outra também, tem sopa de feijão no almoço.